Monday, May 5, 2008

Cada um cuida do seu portão

Internet permite a todos serem gatekeepers

Mesmo em uma época em que os donos de jornais não se envolvem tanto com a produção do periódico, a lógica e os interesses da empresa de comunicação atam os jornalistas. Não é sobre tudo que se pode falar, não é tudo o que se pode falar sobre alguma coisa.

Ético ou não, é ingenuidade acreditar que nenhum fato foi omitido e que o jornalista se manteve imparcial na busca por informações. Sabe-se também que isso normalmente não depende da vontade do repórter - o gatekeeper está aí para isso: dizer o que pode e o que não pode.

Com a popularização do jornalismo online, foram se tornando comuns os blogs jornalísticos. Ainda que até a definição de blog possa ser um tanto questionável, sites do gênero - que também se dizem jornalísticos - vão sendo criados, não apenas por jornalistas.

Em artigo, Carla d'Aiola diz que em todo momento em que há uma seleção, quem está selecionando é o gatekeeper. No caso dos blogs, que podem ser "veículos de um homem só", toda a seleção se concentra no blogueiro. Assim, ali ele pode publicar o que quiser sobre o que quiser (embora em alguns casos seja prudente preservar sua identidade, de forma a preservar também seu emprego).

Saturday, April 26, 2008

Blogs podem ser nova opção dos jornalistas

Relação entre blogs e jornalismo se fortalece

As novas possibilidades de se informar significam também novas formas de emitir informação. Uma das opções para diversificar as fontes de informação são os blogs, que independente de serem rotulados de jornalísticos ou não, podem trazer notícias, opinião, relatos etc.

O que é blog?

Segundo pesquisa do Ibope, há 10 milhões de leitores de blogs no Brasil, número que representa quase a metade da população com acesso à Internet no país. Mas de acordo com o professor do curso de Jornalismo da PUC-RS Marcelo Träsel, definir o que pode ser chamado de blog tem se tornado cada vez mais complicado. Para ele, os elementos que caracterizavam sites como blogs - ter um ou poucos autores, freqüência de postagem, ordem cronológica reversa e espaço para comentários - agora caracterizam também sites que, a princípio, não são blogs; bem como há blogs que não condizem com essa estrutura. "Os elementos típicos dos blogs se disseminaram por todo tipo de site. Por outro lado, sites que em geral seriam reconhecidos como blogs não apresentam mais esses elementos. Torna-se cada dia mais difícil diferenciar uma coisa da outra."

Nicho de Mercado

Enquanto não se consegue definir o que pode ou não ser chamado de blog, muitos blogueiros ganham credibilidade e às vezes dinheiro por seus posts. O Google AdSense propõe a inclusão de propagandas no blog, de forma que se relacione o assunto do blog e o anunciante, e cada clique recebido naquele site garante ao dono uns trocados. Para o Google e os anunciantes, o serviço é eficiente porque o link estará sendo exibido para o público adequado.

Também muitas empresas pagam a blogueiros para escreverem sobre seus produtos. Embora nem todos sejam a favor da prática, o mais aceito hoje são blogs que publicam esse tipo de post com a devida indicação de que foi pago. Recentemente, o blog Futepoca gerou polêmica ao divulgar que teria recebido uma proposta de uma agência de publicidade a serviço da Nike para que publicasse um post a pedido da empresa.

Exercício do jornalismo

Ainda que alguns vejam nisso mais uma opção para exercer a atividade jornalística, outros têm desconfiança de que se possa efetivamente se tornar um nicho de mercado.

Alessa Rovere, estudante do sétimo semestre de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), diz que o blogs jornalísticos só vão representar oportunidade efetiva se as empresas investirem mais na área. Para ela, eles “são muito informais, não têm influência no mercado.”
Já o aluno do quinto semestre do mesmo curso Davi Sarubbi diz que, a longo prazo, o jornalismo online será uma área “bastante lucrativa”. Segundo ele, por ser possível ganhar com anúncio publicitário como nos outros meios de comunicação, e já que “uma das maiores barreiras para abrir um veículo de comunicação é concessão do governo e dinheiro”, a facilidade e liberdade que se tem na Internet são os principais fatores que levam Oliveira acreditar que os blogs vão se equiparar aos veículos jornalísticos tradicionais.

Friday, April 25, 2008

"A cidade é nossa"

O artista Hamilton Yokota, o Titi Freak, fala sobre intercâmbio cultural, graffiti e a exposição Japan Pop Show, de que é curador junto com Yumi Takatsuka. A exposição reúne doze artistas nisseis e japoneses e pode ser visitada até dia 30 de abril, na galeria Choque Cultural.


> Brasil/Japão:

O que tu consideras a grande diferença entre o cenário da arte de rua daqui e do Japão? Se puderes, contextualiza os dois, por favor.

São iguais, mas são diferentes! O graffiti tem a mesma idéia em qualquer lugar que seja, é fazer o seu trabalho com uma lata de spray na rua, legal ou ilegal! O que difere os artistas são os estilos, como eles colocam o trabalho deles com a rua, muitas vezes eu gosto de compor meu trabalho com o cenário que eu vejo na cidade.
Antes era complicado pintar na rua, hoje tá mais tranqüilo, depois de muita mídia em cima. No Japão nao rola isso, ou é ilegal ou legal, se pegarem você pintando algo que não tem autorização é multa brava ou cadeia!

Qual a importância de misturar tipos diferentes de arte em uma só exposição?

Exatamente isso, misturar e compor junto inúmeros estilos de uma certa idéia e que flua bem... e a idéia é as pessoas perceberem isso...

Fora a ascendência, que outros motivos te levam a essa aproximação com o Japão em específico?

A minha familia e minha cultura.

Há outros países com que tu achas que seria legal fazer esse intercâmbio?

Vários, acabei de voltar de um intercâmbio cultural de arte contemporânea da Franca... se você acha importante e acha que vai somar, tá valendo!


> Exposição:


Como está sendo a recepção da exposição, por parte do público?

A recepção era o que a gente estava esperando, pois não foi um trabalho do nada, foi pesquisado e montado certinho... e as pessoas que estão indo lá sabem que nessa expo iram encontrar essa
nova visão de artistas e usam e se integram no urbano...

Existe algum projeto que dê continuidade à idéia de unir as culturas brasileira e japonesa?

Por enquanto não! É muito corre! ^^


> Graffiti:

Até pelo teu h
istórico anterior ao graffiti, já trabalhaste profissionalmente com este tipo de arte. Há divergências de opinião sobre o uso comercial do graffiti. O que tu pensas disso, quais os prós e contras e como lidar com a situação?

Você tem que ter um certo controle daquilo que você está fazendo, se você quer fazer tudo e aparecer em qualquer lugar na mídia, vai chegar uma hora que seu trabalho, ou sua imagem vai se desgastar.
Eu não curto muito isso! Trabalho é trabalho, o que eu faço pra agência ou galeria, é trabalho; meu graffiti tá na rua, o que eu faço sem compromisso com ninguém...
Eu tento fazer os trabalhos que eu possa fazer, o que eu faço é usar o meu estilo. Mas isso é agora, depois de 20 anso de carreira como ilustrador e desenhista HQ...

Tens alguns exemplos de instalação no teu currículo. Como achas que diferentes tipos de arte de rua podem se complementar?

Tudo que está na rua se conversa... por isso!

Na maioria dos casos, falta apoio a artistas que se dedicam a mani
festações ditas marginalizadas. Como tu vês a situação?

Eu sei lá! Eu vou pra rua e faço o que eu quero, sozinho ou não! A cidade é nossa!

Tu achas que a aceitação do graffiti tem aumentado, visto o número de graffiteiros que vêm sendo reconhecidos?

Lógico! A molecada hoje quer ser graffiteiro, algumas mães falam que gostariam que o filho fosse um artista assim...
Tá tudo loko! Mudou tudo! Quando criança eu queria ser médico ou bombeiro...

Qual tua visão sobre os problemas legais referentes a arte de rua?

Poxa! Eu não tô muito a par dessas coisas, se tem problema ou não, ou se meu trabalho vai dar problema... se você pensar assim você não faz! Por isso, se tá com vontade vai lá e faz.



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Wednesday, April 23, 2008

Atrack volta à Argentina com nova formação

Igor Paiva, guitarrista da Atrack - banda de hardcore melódico de Porto Alegre/RS - fala sobre a nova formação do grupo e a turnê na Argentina.


NOVA FORMAÇÃO

A Atrack mudou recentemente de formação. Podes falar um pouco disso?

Sim! Era algo que já estavamos pensando havia um bom tempo. Foi um tanto estranho materializar o que já pensávamos desde o início de 2007 pois sempre que abordávamos o assunto tratávamos como uma piada. Foi então que a concepção surgiu de forma real no momento que entramos em estúdio e iniciamos a tocar as músicas nóvas. Pressentimos que o vocal do Felipe não soaria tão bem quanto nos trabalhos anteriores. Foi então que surgiu a Chris no nosso caminho.

Como foi o processo pra encontrar uma pessoa que se encaixasse bem em um estilo de som que a banda já fazia?a

Na verdade, deixamos sempre bem claro que seríamos radicais na mudança que faríamos. Foram 10 anos de Hardcore e Punk Rock melódicos. Sentimos a necessidade da mudança mas reservando a essência. Fizemos alguns convites mas não chegamos a realizar "testes" com as pessoas que convidamos, até porque algumas sentiram-se um tanto intimidadas...

Tudo foi uma questão de não estar-se aberto para o novo. Felizmente a Chris aceitou o desafio. Sabiamos que ela já tinha uma outra Banda (Blasé) e procuravamos uma mulher com as caracteristicas dela: na nossa faixa etária de idade, timbre de voz, e presença. Pensamos em tudo isso para evitar rotulações que são inevitáveis. Para nossa sorte ela aceitou o desafio e está mandando muito bem pois tem uma personalidade forte e gosta de desafios.


ARGENTINA

Vocês voltaram recentemente da Argentina, e essa não foi a primeira vez que estiveram lá. Podes me falar sobre tocar no exterior e sobre como foi esta última turnê, já com a Chris?

A Argentina é uma vibe diferente daqui do Brasil. O povo lá é bem menos preocupado com algumas coisas com que os brasileiros se preocupam muito. Além de cordiais e demostrarem um respeito enorme pelos brasileiros, os argentinos são devotos do underground no sentido mais roots da palavra. Aqui temos uma galera mais preocupada em aparecer no cenário e valorizar o que é vindo de fora. Típico de um cenário onde 80% do público que frequenta os shows são formados por pessoas de bandas.

Lá não funciona dessa forma. Os shows são baratíssimos para se frequentar. As pessoas comparecem e assistem a todas as bandas.

Fomos muito bem recebidos nas duas vezes. A primeira marcou uma grande presença para o nome da banda nos lugares em que tocamos. Digo com toda certeza que dessa vez agregamos mais e a Chris foi grande responsável por isso, pois, teve um país de lingua diferente como show de estréia e nas 4 apresentações mandou muito bem sem se importar com fatores extra. Tenho certeza que por outubro/novembro, quando voltarmos, será ainda melhor e agora com uma identidade já estabelecida.

Rolou um intercâmbio com bandas de lá, para que venham tocar no Brasil?

Está para rolar! Creio que os nossos amigos do Desperta Tu Miente virão até o final do ano. Outros grandes amigos de uma banda chamada Inadaptadoss vieram recentemente e fizeram uma tour com o pessoal da Jay Adams. Creio que assim as coisas vão acontecendo. A verdade é que existem bandas muito boas na Argentina. Deveríamos dar mais atenção a um cenário que é bem interessante como o deles, até porque é bem surpreendente o quanto eles conhecem do cenário brasileiro.


MÚSICAS NOVAS

As faixas do single "Eu, cinema" estão no MySpace; já existem planos para CD novo?

Sim!!! Serão 10 faixas inéditas. Estão quase todas prontas. Faltam apenas alguns arranjos para a voz. Acreditamos que até o final de maio estaremos com tudo pronto!

Vai rolar turnê de lançamento?

Acreditamos que sim! Tem algumas coisas já sendo marcadas para o segundo semestre já. Aos poucos estamos enchendo a agenda!


:: Links externos: MySpace | MP3.com | Fotolog | Orkut


Monday, April 14, 2008

Novos Programas na Rádio do CMP

Em 2008, Rádio Gato-Pelado terá programas informativos produzidos pelos alunos

A partir de 2008, o Colégio Municipal Pelotense (CMP) vai oferecer uma nova atividade extra-curricular a seus alunos. A novidade deste ano letivo é a Rádio Gato-Pelado, que ficará disponível para os alunos "testarem" suas aptidões para o radiojornalismo.

A escola tem a aparelhagem para a rádio desde 2007, mesmo ano em que foi posta em funcionamento. Os programas, no início, eram totalmente musicais - os alunos eram locutores e anunciavam músicas que levavam para tocar. Através de uma parceria com alunas do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), a Rádio Gato Peladoterá programas informativos.

Para as acadêmicas, a nova programação da Rádio Gato Pelado representa a execução de um projeto experimental idealizado no semestre anterior. O objetivo é inserir os alunos no contexto jornalístico do rádio, e produzir programas que incluam entrervistas, matérias etc., de forma a apresentar-lhes formatos que muitas vezes desconhecem. Segundo o professor orientador do projeto, Jorge Malhão, os jovens estão distantes da programação jornalística do rádio porque na FM isso é menos comum. "Eles pensam que rádio é só música, mas têm de ouvir rádios de notícias para entender."

A rádio, além de servir como canal de comunicação para a comunidade do CMP, possibilitará aos alunos que participarem a experimentação na área do jornalismo. "Para os alunos que estão no ensino médio, é uma oportunidade de conhecer e buscar áreas de identificação", diz Bianca Zanella, uma das estudantes da UCPel envolvidas no projeto.

[Release para público externo]

Jornalismo na Rádio Gato-Pelado

Nova atividade do CMP permite aos alunos experimentarem a área da comunicação

Este ano, os alunos do Colégio Municipal Pelotense (CMP) poderão ter experiências novas. Quem estiver cursando a oitava série ou o Ensino Médio pode se inscrever para participar da Rádio Gato-Pelado. Os participantes da rádio farão programas informativos, para serem transmitidos nos intervalos.

A Rádio Gato-Pelado é uma parceria entre a escola - que já está com a rádio em funcionamento desde 2007 - e a Universidade Católica de Pelotas, através de um projeto de quatro alunas do curso de Jornalismo. Uma das idéias do projeto é apresentar aos alunos o radiojornalismo. Jorge Malhão, professor orientador do projeto diz que na faixa etária dos alunos em questão, as rádios FM são mais populares. Por isso, eles acabam pensando que "rádio é só música, mas têm de ouvir rádios de notícias para entender." O objetivo mais importante, porém, é oportunizar a experimentação nessa área, uma grande chance para quem pretende cursar faculdade no campo da comunicação. "Para os alunos que estão no ensino médio, é uma oportunidade de conhecer e buscar áreas de identificação", diz Bianca Zanella, uma das estudantes da UCPel envolvidas no projeto.

Para tanto, os alunos interessados e selecionados participarão de oficinas e palestras, para conhecer melhor o planejamento no rádio. Também haverá visitação à Rádio Universidade AM, pertencente à UCPel, para que conheçam a realidade dos jornalistas de rádio. Mas mais que tudo isso, a Rádio Gato-Pelado vai servir como canal de comunicação para a comunidade do CMP, que poderá se manifestar e aprender ao mesmo tempo.

[Release para público interno]

Thursday, March 20, 2008

Pelo Outro Lado

Jovens "anti-Star Wars" visitam exposição sobre a série

Matérias de divulgação de eventos nem sempre são as preferidas dos jornalistas. A fórmula clássica, que reúne visita do repórter, entrevista com organizador e citação de apreciadores pode ser segura, mas não garante mais a atenção dos leitores (a não ser que se interessem pelo tema do evento).

Em Star Wars do Contra, Juliana Calderari - colaboradora da Folha de S. Paulo - fez diferente: em vez de convidar fãs fervorosos dos jedis para falar sobre a mostra "Star Wars Exposição Brasil", que acontece em São Paulo até dia 29 de junho, a repórter levou três jovens que detestam a série, ou sequer assistiram a algum dos filmes.

O desprezo por Guerra nas Estrelas não afetou a opinião dos entrevistados sobre a exposição; os convidados elogiaram e admitiram a qualidade dos itens que compunham a mostra. Mas ainda que ela fosse a pauta, o foco foi o fato de, sim, haver pessoas que não gostam de Star Wars. Em meio às explicações dos jovens sobre os porquês de seu desgosto, detalhes sobre a exposição surgem discretamente - por exemplo, por não conhecerem a saga, faziam perguntas sobre os personagens e objetos que viam expostos no Porão das Artes, onde ocorre o evento. As informações básicas sobre a exposição foram colocadas em um box.

Assim, em vez da mera divulgação em estilo informativo, a matéria se tornou interessante por trazer à tona tanto a exposição quanto a surpresa - para alguns - de certas pessoas não admirarem a criação de George Lucas. Além disso, serviu como defesa para os oprimidos "odiadores" de Star Wars.



[produto cultural analisado]

Star Wars do contra

A saga bilionária de George Lucas está longe de ser unanimidade no gosto adolescente; conheça três que detestam a série

JULIANA CALDERARI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Acredite se quiser. Andressa Constante, 17, e Felipe Américo Pita, 14, nunca assistiram a um episódio de "Guerra nas Estrelas". Tampouco sabem quem é Luke Skywalker ou o que é um Jedi. Mais do contra ainda é Emerson Miller, 22, que já tentou acompanhar um dos episódios, mas nunca conseguiu completar a missão. "Cheguei a dormir algumas vezes durante o filme."

Para tentar resgatá-los "do lado negro da força", o Folhateen levou os três jovens à exposição de "Guerra nas Estrelas", que acontece no Porão das Artes, no parque Ibirapuera.

Já no início, Emerson perguntou: "A espada tem pilha?", riu, referindo-se ao sabre de luz usado pelos Jedis. Assim como Emerson, Andressa e Felipe reclamam do excesso de criatividade de George Lucas, criador da saga. "É muita ficção", diz Andressa. "Não dá para engolir", protesta Emerson.

Se, há alguns anos, era difícil imaginar que algum adolescente não se interessaria pelo blockbuster, atualmente as duas comunidades do Orkut sobre o tema somam 424 participantes que nunca viram nem querem ver as maldades de Darth Vader.

A mistura maluca de alienígenas, robôs e humanos também desagrada aos jovens. "Ele é mau?", perguntou Andressa ao ver o peludo Chewbacca. "Parece bobo, mas respeito quem gosta", diz ela.

Emerson vai mais além quando vê um dos adoráveis Ewoks : "Dá vontade de socar", desabafa. Ele, que é fã de cinema e possui mais de duzentos DVDs em casa, gosta mesmo de Harry Potter e de "O Senhor dos Anéis". Andressa, estudante de cursinho, também elege a trilogia de J.R.R. Tolkien como uma das melhores. Mas também não é ficção?

"Pelo menos é com gente", explica Andressa. "Não tem esse negócio de robótica, cibernética", justifica Emerson. Já Felipe gosta é de filme de terror. "O Albergue" e "Jogos Mortais" são os preferidos.
Estudante do ensino médio, Felipe, não entende por que tanta gente gosta do filme. No Brasil, um dos fãs-clubes de "Guerra", o "Conselho Jedi", abriga 15 mil pessoas, de todas as faixas etárias. Pela exposição, na primeira semana, já passaram dez mil. Não é difícil ver algumas delas, inclusive adultos, vestidas como os personagens. "Tem adulto que paga mico", opina Emerson.

A forma como foi filmada a saga também complica a vida dos novos expectadores. "É o retorno não sei de quem, a volta de não sei das quantas", reclamou Emerson.
Mesmo não gostando, os três ficaram surpresos com a qualidade e com os detalhes dos objetos usados nos filmes. "É superbem-feito", concordaram. E Felipe, assim como os outros dois, agora tem certeza: "Não gosto mesmo de "Star Wars". Nem me chame para assistir".


[box]
A EXPOSIÇÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para os fãs de Star Wars, a visita que dura cerca de uma hora e meia é imperdível. Afinal, saber onde George Lucas se inspirou para criar Chewbacca, por exemplo, não tem preço.
A exposição também não decepciona quem ainda não conhece a saga. As naves, figurinos e maquetes expostas são as originais, usadas nas filmagens.
Como há grandes grupos escolares em alguns horários, o melhor é ligar antes, escolher um momento mais calmo e pedir a um dos monitores para guiar a visita. Nos finais de semana, os fãs caracterizados também são atração.
A "Star Wars Exposição Brasil" fica no Porão das Artes, no parque Ibirapuera, em São Paulo, até o dia 29 de junho. Funciona das 9h às 22h. R$ 30.