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A música mais recente tocada na turnê Somewhere Back in Time é de 1992
“Só tem uma palavra para definir: foda (sic).” Foi assim que Solano Ferreira descreveu o show do Iron Maiden em Porto Alegre. Em 2008, a banda volta ao Brasil e leva fãs de vários lugares às capitais em que tocou. No dia 05 de março, Porto Alegre encerrou as apresentações do Iron no Brasil, na turnê que incluía também São Paulo e Curitiba.
A marca do show foi o repertório repleto de músicas antigas. A mais recente foi Fear of the Dark, que faz parte do álbum de mesmo nome, gravado em 1992. “Pros fãs novos talvez tenha sido decepcionante”, diz Solano, que curte a banda desde 1985. Ele já sabia o set list antes de assistir ao show, mas não acha que isso tenha estragado a surpresa; o fã diz que para os admiradores de longa data, a apresentação “foi perfeita, como se voltasse no tempo.”
A seleção de músicas está em conformidade com o nome da turnê: Somewhere Back in Time. O Iron Maiden é uma das bandas mais antigas em atividade. Formada na década de 1970, na Inglaterra, inaugurou o heavy metal no país, que na época era dominado pelo punk de protesto. Mesmo com toda essa idade, a banda segue lançando álbuns novos. O último disco inédito do Iron se chama A Matter of Life and Death, e foi lançado em 28 de agosto de 2006.
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Quem ficou em casa
Até o vocalista do Iron Maiden reclamou da superlotação do showAté Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, alfinetou a organização pela escolha do ginásio de esportes Gigantinho para se realizar o show da banda, que se apresentou na quarta-feira (05 de março). “Há um estádio aqui do lado”, disse. O ginásio, que fica junto ao estádio Beira Rio (do Sport Club Internacional) quase não foi suficiente para abrigar cerca de 15 mil pessoas, vindas de lugares diferentes para assistir à banda que estampa cinco em cada dez camisetas pretas.Embora os fãs tenham voltado mais que satisfeitos, não fecharam os olhos para a superlotação, o problema de maior repercussão após o espetáculo. As reclamações dos espectadores são parecidas: “não tinha como se mexer”, “não dava pra ir ao banheiro” e afins. Solano Ferreira, fã da banda desde 1985, disse que “se escolhia um lugar e ali ficava”, para não correr o risco de o perder e de se perder no meio de tanta gente.Para fãs que previram o problema, ele chegou a ser motivo paranão ir ver a banda. “Gigantinho não é lugar pra Iron”, diz Leonardo Costa, que não foi assistir ao show devido ao preço do ingresso e a má estrutura que teria o evento.
Apesar dos problemas, Dickinson demonstrou interesse em tocar novamente em Porto Alegre. Junto à crítica feita pelo vocalista, ele sugeriu o retorno da banda à capital gaúcha. “Nós vamos voltar aqui e não vamos jogar futebol. Vamos tocar rock and roll."
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O principal impedimento para os fãs que não foram assistir ao Iron Maiden foi o preço do ingressoNem todos os fãs de Iron Maiden ficaram felizes com a vinda da banda ao Brasil. Muitos que não conseguiram comprar ingresso logo que eles começaram a ser vendidos acabaram ficando em casa, em vez de ver de perto a apresentação. Os shows da etapa brasileira da turnê Somewhere Back in Time aconteceram em 02, 04 e 05 de março, mas estavam à venda desde o dia 08 de dezembro.
“Eu queria ter ido, mas os ingressos para chinelões (sic) - os de R$ 100 - acabaram tão logo começaram as vendas”, diz Rodrigo Dias. Realmente, para o show de Porto Alegre, os ingressos que custavam R$ 100 se esgotaram na primeira semana de vendas. O valor dos ingressos mais caros era R$ 300.A mesma coisa ocorreu na Austrália. Para o show da banda em Melbourne, dia 06 de fevereiro, os ingressos acabaram em 15 minutos; para o de Sydney, ocorrido dia 09 do mesmo mês, os ingressos levaram 25 minutos para serem vendidos.Cambistas onlineCom a eminência do fim dos ingressos, a revenda das entradas para o show se tornou quase um negócio. Na Internet, não era muito difícil achar alguém querendo lucrar com seu ingresso. Segundo o Bender Blog, um ingresso para arquibancada – que custava R$ 100 – foi vendido por R$ 270, apenas 20 minutos após a divulgação da venda.ArrependimentosMesmo quem não viu apenas no preço um empecilho, parece ter se arrependido de ter faltado à apresentação do Iron. A autora do blog On the TV Show, Nathalia Grün, diz que apesar de não ser metaleira gostaria de ter assistido ao show. “Eu já ouvi muito Wasting Love, Run To The Rills, Fear Of The Dark entre outras e queria muito ter ido ao show do Iron Maiden aqui em Porto Alegre.” Para Leonardo Costa, a estrutura planejada para o evento não era adequada. “Gigantinho não é lugar pra Iron”, diz. Mesmo assim, lamenta ter faltado ao show. “Há tempos que eu sempre digo: 'como eu queria ir num show do Iron'. O troço passou e eu não fui.”Embora já fizesse 16 anos que o Iron não vinha a Porto Alegre, a cidade pode ter mais uma chance. O vocalista Bruce Dickinson, ao criticar a escolha do local do show, demonstrou interesse em voltar. “Há um estádio aqui do lado [do Gigantinho]. Nós vamos voltar aqui e não vamos jogar futebol. Vamos tocar rock and roll."
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